sábado, 11 de setembro de 2010

Há um ano, Serra não se indignava com vazamentos

Por recomendação de comentaristas, fui atrás de um vídeo publicado pelo Luís Nassif que mostra quanto de hipocrisia e exploração eleitoral está por trás na “indignação” de Serra e da mídia com o vazamento de informações sigilosas sobre os tucanos. E, de fato, está lá, numa reportagem especial do SBT, em outubro de 2009, que se comprava nas ruas de São Paulo informações sobre milhares ou milhões de pessoas, inclusive, nas palavras dele, sua mulher e seus filhos. O mesmo foi feito com o presidente Lula, D. Marisa, seus filhos, o ministro da Fazenda, Guido Mântega, o então ministro da justiça, Tarso Genro e muitas outros servidores, inclusive da alta cúpula da secretaria de segurança de São Paulo. Informações que deveriam ser mantidas secretas por vários órgãos, inclusive a própria PM, que confirma que foram violados cadastros internos da corporação a que ninguém de fora teria acesso.

Uma prova de que atividades criminosas, sem qualquer aparente vinculação política e eleitoral, embora sejam graves e devam ser profundamente investigadas e punidas, já aconteciam, inclusive dentro do que era responsabilidade do Governo paulista, então commendado por… José Serra, que fala sobre o problema sem 1% do furor com que fala agora.




Fonte: http://www.tijolaco.com/page/2

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Gleisi defende projetos para o litoral e mais direitos às mulheres

A candidata ao Senado Gleisi Hoffmann dedicou o dia de seu aniversário (06) a uma visita ao litoral do Estado.  Em Pontal do Paraná, ela participou de um encontro com mulheres. Um grande público masculino também prestigiou o evento, que reuniu cerca de 300 pessoas. Os candidatos a deputado pelo PT, Ângelo Vanhoni, Roni Barbosa e Florivaldo Souza também estiveram presentes.
Na ocasião, Gleisi assumiu seu compromisso com a região, afirmando que o litoral paranaense deve ser incluído nos avanços decorrentes do pré-sal. “Isso permitirá o desenvolvimento da indústria naval e dos estaleiros, viabilizando a geração de emprego e renda e o aquecimento da economia local”, declarou.
A candidata destacou alguns dos projetos que o Governo Federal realizará na região. “Por meio do PAC 2, por exemplo, o litoral ganhará obras de saneamento básico. Mas as cidades litorâneas precisam de mais investimentos, especialmente na área de infraestrutura, e eu vou lutar por isso no Senado”.
Gleisi enfatizou ainda que em Brasília irá trabalhar para a implantação de políticas públicas voltadas às mulheres, envolvendo a capacitação profissional, o acesso ao microcrédito e à aposentadoria para as donas de casa.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Tucano acusa PT de formar "república sindicalista" usando a internet, coloca-se contra a punição de crimes da ditadura e afirma que Brasil ajudou "ditador do Irã"

Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual

Publicado em 29/08/2010, 15:40


José Serra no Clube da Aeronáutica, no Rio de Janeiro (Foto: Marcos Brandão/OBritoNews)
Rio de Janeiro - Protagonista do primeiro encontro de um candidato a presidente com oficiais das Forças Armadas nesta campanha, José Serra (PSDB) foi recebido sem muito entusiasmo pelos militares que compareceram ao Clube da Aeronáutica na tarde de sexta-feira (27). A palestra, a primeira de uma série que terá também as candidatas Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT), foi assistida por cerca de 200 pessoas, plateia que sequer conseguiu encher a sala reservada ao evento, e foi fechada à imprensa a pedido do candidato. Além de pouco público, também chamou a atenção na palestra a presença de muitos oficiais da reserva, alguns com clara posição antipetista, e a ausência dos atuais comandantes das três forças.

Descontraído, o ex-governador jogou para a plateia quando lembrou os temores
militares frente ao governo de João Goulart e acusou o PT de ter formado "uma república de sindicalistas". O tucano também manifestou posição contrária ao Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH) e ao que qualificou como "tentativa de controle da imprensa" por parte do governo petista. Serra criticou ainda a política externa brasileira e citou a "quebra do sigilo fiscal de pessoas próximas na Receita Federal".

"O PNDH cria uma espécie de tribunal que iria permanentemente julgar a imprensa, para efeito desse controle. Há, além do mais, por parte do governo uma ofensiva econômica em relação à imprensa"Serra, que no passado foi perseguido político e exilado pela ditadura militar, não hesitou em condenar aqueles que pregam punição para os crimes de tortura cometido pelos militares: "Reabrir a questão da anistia para mim é um equívoco porque a anistia valeu pra todos e ao meu ver não é algo que deveria ser reaberto. Uma coisa é ter conhecimento do que aconteceu etc. Outra é a reabertura dos processos que, aliás, pegaria gente dos dois lados. Permanentemente se procura reabrir essa questão, inclusive em nível ministerial, no atual governo", disse.

O poder do atual governo, segundo o candidato do PSDB, se dá "através da internet e da máquina sindical". Nesse momento, Serra chegou a citar o golpe militar que derrubou o presidente João Goulart em 1964: "Em 64, uma grande motivação para a derrubada do Jango era a ideia da república sindicalista. Quem estava por dentro sabia que isso não tinha a menor possibilidade de acontecer. Mas, eles (do PT) fizeram agora a verdadeira república sindicalista. Mas, não é pra fazer socialismo, estatismo, nada disso. É para curtir, e é uma máquina poderosa, que conta com internet etc".

A política de direitos humanos do governo Lula foi o principal alvo do tucano, que chegou a afirmar que o PNDH "criminaliza quem não defende o aborto", para em seguida acrescentar: "Nesse mesmo programa de direitos humanos, passa-se por cima da ordem jurídica do país, por exemplo, no caso das invasões. O PNDH prevê que as invasões não poderão ser enfrentadas mediante ordem judicial e cria uma instância intermediária, um fórum para decidir se tal invasão é correta etc. Isso viola o direito de propriedade".

Serra voltou a criticar o "conferencismo" do atual governo e a se queixar da "pressão" sobre a mídia: "Outro aspecto é o controle da imprensa, que se dá através de congressos e de conferências, mas, na prática, prevê o controle e o monitoramento da imprensa. Inclusive na área propriamente de direitos humanos, direitos civis etc., o PNDH cria uma espécie de tribunal que iria permanentemente julgar a imprensa, para efeito desse controle. Há, além do mais, por parte do governo uma ofensiva econômica em relação à imprensa", disse.

"São mais um 'saludo a la bandera' em relação ao qual nós não temos interesse nenhum. Para não falar, como no caso da Bolívia, de uma espécie de cumplicidade com um governo que é cúmplice do contrabando de drogas para o Brasil"Vizinhos incômodos
O tucano também aproveitou um velho ícone do imaginário militar de direita para criticar a política externa do governo Lula ao apontar que o Brasil reconheceu, "de maneira injustificada", a China como economia de mercado. "A implicação prática disso é que nós não podemos adotar medidas de defesa comercial com a rapidez que seria possível caso não tivéssemos feito esse reconhecimento a troco de nada. Em matéria externa, nós não tivemos agressividade econômica, mas tivemos, sim, atividade política equivocada, dando trela para ditadores da pior espécie, como o ditador do Irã, inclusive armando uma encrenca diplomática para o Brasil inteiramente desnecessária".

A relação com os vizinhos latino-americanos também foi atacada por Serra. "Relações boas com Venezuela, Equador, Bolívia etc., tudo bem. Com Cuba, também. Eu sou partidário que os Estados Unidos levantem o cerco econômico a Cuba. Isso, aliás, ajudaria o processo cubano a caminhar para a democracia. Mas o fato é que são parcerias e coalizões antinorteamericanas que, na verdade, são mais um 'saludo a la bandera' em relação ao qual nós não temos interesse nenhum. Para não falar, como no caso da Bolívia, de uma espécie de cumplicidade com um governo que é cúmplice do contrabando de drogas para o Brasil", acusou.

Além de reiterar a insinuação de cumplicidade do governo brasileiro com o narcotráfico, Serra voltou a insinuar que o PT faz corpo-mole em relação às Forças Armadas Revolucionárias de Colômbia (Farc). "Eu li a declaração do comandante do Exército na Amazônia dizendo que tropas da Farc entraram no Brasil, por questões logísticas deles e também para o narcotráfico. Nossas fronteiras não estão sendo guardadas como deveriam ser", disse.

"O que mais me incomoda na biografia da Dilma é atribuírem a ela coisas que ela não fez (...) Conheço gente que fez a luta armada - não conheci muitos, foram alguns - e que hoje estão com uma posição política correta e trabalhando direito"Os vizinhos mais pobres foram alvo de outras queixas do tucano, que lembrou que uma cidade fronteiriça boliviana, à época em que era ministro da Saúde, tinha 75% das pessoas com dengue.

Serra também citou o pré-sal. "A fronteira marítima merece atenção especial por causa das riquezas do subsolo referentes ao petróleo. Nós temos que ocupar nossas fronteiras. A tecnologia é muito importante e envolve as três armas. Quero criar uma guarda nacional especifica para trabalho de fronteira, não conflitante com o trabalho das Forças Armadas, e para florestas e meio ambiente", prometeu.

Passado de Dilma
Parte da platéia da palestra de José Serra no Clube da Aeronáutica não escondeu o seu antipetismo. Uma questão elaborada pelos coronéis Ozires Labatu e Ernani Almeida indagou ao tucano: "Por que os condutores de sua campanha se eximem de abrir a biografia da senhora Dilma e de expor as verdadeiras intenções do PT?"

Serra respondeu que "essa questão biográfica é uma questão mais complicada" e saiu pela tangente: "Eu não acho que deva ser a campanha de quem discute o passado, a vida de cada um. O que mais me incomoda na biografia da Dilma é atribuírem a ela coisas que ela não fez. Isso me aflige mais do que a questão do passado político. Conheço gente que fez a luta armada – não conheci muitos, foram alguns – e que hoje estão com uma posição política correta e trabalhando direito", disse.

Em outra questão, o tenente-brigadeiro Carlos Almeida Batista repreendeu Serra por "cometer os mesmos erros de Geraldo Alckmin na campanha passada". O militar disse que Serra não explora "conquistas tucanas como o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e as privatizações bem-sucedidas" e indagou: "Por que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não se engaja em sua campanha como faz o Lula com a Dilma?".

Em sua resposta, Serra disse que as conquistas citadas pelo tenente-brigadeiro são "temas que não emocionam a população" e que "a internet é usada para a propagação da mentira". Sobre o ex-presidente, o tucano foi evasivo: "Quanto à participação do Fernando Henrique, ele tem plena liberdade para isso. Mas eles quiseram transformar a eleição na comparação entre dois governos e eleição não é isso. A meu ver, levar para esse tipo de comparação não é bom".

domingo, 22 de agosto de 2010

Para Sírio Possenti, não é só o apoio de Lula que fez Dilma crescer.

MAS ELA NÃO FOI MAL?

Sírio Possenti - De Campinas (SP)

Não vou opinar sobre opções políticas, embora minha posição talvez fique implícita. Vou apenas comentar previsões e a falta de coerência de um discurso. Um, dois, três!

Tenho memória ruim para detalhes e boa para generalidades - sou o contrário de Funes, aquela personagem de Borges. Para fazer bonito, eu precisaria guardar dados para ocasiões futuras, apostar que recortes seriam úteis um dia, acreditar piamente nisso, e arquivar, arquivar. E encontrar na hora certa, claro.

Periodicamente, quando leio nos jornais as avaliações que políticos fazem de seus adversários, tenho a impressão de ter ouvido o contrário pouco tempo antes. Vou fazer um exercício de memória (pouca e talvez falha), correndo todos os riscos que isso implica.

Começo pelo dia 14 de agosto de 2010 (de fato, pela véspera, com as notícias em portais e na TV). A questão são os números da pesquisa Datafolha, que mostrou Dilma 8 pontos à frente de Serra. Um resultado aparentemente inesperado, pelo menos para quem acredita apenas no Datafolha, porque todos os outros institutos vêm dizendo isso há algum tempo. Tucanos acreditavam no Datafolha e estranhavam os resultados dos outros institutos (um chegou a ser quase processado, salvo engano), enquanto todos os outros políticos acreditavam nos outros institutos e tentavam entender o que estaria havendo com o Datafolha.

Mas não é esse meu assunto, e sim a explicação que alguns teriam dado (que supostos políticos supostamente teriam dado, segundo virou moda dizer) para os números. Cito um caso exemplar, até porque a análise pode revelar-se correta.

As manchetes de sexta e de sábado dizem que tucanos culpam o JN pela dianteira de Dilma. Considerando só a manchete, eu me perguntava: "como assim, se eles cansaram de dizer que Dilma foi mal na entrevista?".

A explicação vinha depois, e é bem sofisticada. Dilma foi entrevistada no JN na segunda, Marina na terça, Serra na quarta. A pesquisa foi feita na terça, na quarta e na quinta. Assim, os que responderam aos questionários na terça e na quarta não ouviram a entrevista do Serra, que foi na quinta. Mas todos ouviram Dilma e metade ouviu também Marina.

Achei a suposição sofisticada. Claro que temos que esperar outros dados para ver se a hipótese se confirma. O núcleo é o seguinte: quanto mais os eleitores ouvirem Serra, mais decidirão votar nele. Outra hipótese, que acompanha a anterior, é: mas, se ouvirem Dilma e não ouvirem Serra, é claro que preferirão Dilma.

Tudo estaria adequado, tudo pareceria lógico ou coerente, se não fossem duas afirmações constantemente repetidas nos últimos dois anos. (a) Dilma não tem o que dizer, ou, se tem, o diz de tal maneira que, abrindo a boca, perde votos - sua fala é burocrática etc.; (b): como ela não tem nada a dizer nem a oferecer, sua (possível) força vem exclusivamente de Lula.

Ora, Dilma foi ao debate da Band e às bancadas da Globo sozinha (isto é, sem Lula, com quem esteve em muitos eventos antes e mesmo assim seus índices não subiam). Assim, pela tese tucana, exposta pelos políticos tucanos (especialmente Juthay Magalhães e Sérgio Guerra) por quase todos os colunistas, diga-se de passagem, que, obviamente, são neutros e objetivos (!!), Dilma deveria ter perdido potenciais eleitores pelo simples fato de aparecer sozinha e falar como fala. Mas agora eles dizem que ela ganhou potenciais eleitores fazendo exatamente o que, segundo eles, deveria fazer com que os perdesse.

Tem mais: minha memória genérica me faz lembrar de que, durante um bom tempo, também se disse que nem Lula seria capaz de fazer a aceitação de Dilma crescer (e depois, que ela crescia à sombra dele).

Um resumo da história das declarações, se os leitores lembram, é: Dilma foi inventada, veio do nada, caiu do céu, foi tirada do bolso do colete; nem Lula consegue fazer que ela suba nas pesquisas; só sobe nas pesquisas encostada em Lula; se ela fala e Serra não, é claro que leva vantagem.

Como se vê, o discurso muda muito. Baumam talvez dissesse que é líquido.

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Segunda-feira à noite (16/8): pesquisa do Ibope põe Dilma 11 pontos à frente de Serra. A pesquisa foi feita depois da do Datafolha, portanto, depois que todos os candidatos foram vistos e ouvidos. Os dados mostram curvas opostas: Dilma sobe, Serra desce. Está acontecendo o contrário do que os tucanos diziam: quanto mais Dilma aparece sozinha, mais ela sobe. Quanto mais Serra fala, mais ele cai. Não sei explicar esses dados. Só quero assinalar a enorme falta de coerência e a brutal incapacidade de análise da oposição. Pelo menos até agora.

***

Quando Dilma fala, eu me pergunto por que aquelas pausas (eventualmente, me lembro de outras pessoas cuja performance é semelhante; o Merval Pereira, por exemplo...). Quando ouço Marina, o que me vem à cabeça é que esperava mais "novidades" - mas não sei se deveria. Quando ouço Serra perguntar se Dilma já distribuiu remédios, francamente, desanimo dos candidatos "preparados". E quando ele ameaça colocar dois professores em todas as salas de aula do Brasil, então eu praticamente decido meu voto. Pelo menos minha principal opção de rejeição. 

Publicado originalmente no Portal  Terra Magazine

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Denúncia

Armação no debate Folha/UOL: Assessor do PSDB é escolhido para fazer pergunta 'de internauta' a Serra

Durante o debate Folha/UOL, duas perguntas "de internautas" dirigidas para Serra – uma sobre o loteamento de cargos, outra sobre impostos – chamaram atenção, por parecer combinada, sob encomenda para o demo-tucano.

“Foram vocês que mandaram as perguntas, né?”, ironizaram os assessores de Dilma e Marina, para os de Serra.

"Aí é moleza, Aith!", disse Antonio Palocci para Márcio Aith, assessor de Serra, ao ouvir pergunta sobre loteamento de cargos, tema sempre usado pelo tucano. "Registra em ata", devolveu Aith. A ironia de Palocci se confirmou

O "internauta" Kleber Maciel Lage, "escolhido entre milhares", para fazer uma pergunta a Serra, é o "Assessor Técnico da Liderança do PSDB na Câmara dos Deputados", desde 2001.

Foi escolhido para fazer a singela pergunta, contra o "atual governo":

"A sua candidatura faz críticas ao aparelhamento do Estado e ao uso de cargos por parte do atual governo. É público e notório que as alianças políticas no passado recente da, aspas, democracia, são feitas na base do “toma-lá dá-cá” de cargos, como mudar esse cenário?"

Ironia das ironias, a pergunta sobre “toma-lá dá-cá” de cargos, foi feita justamente por alguém que ocupa cargo público na base do “toma-lá dá-cá”, na Câmara dos deputados, na liderança do PSDB.

E quanto à Folha/UOL, depois disso, ainda quer que a gente não ria quando falam que são "apartidários" e "isentos".

Para quem quiser mandar uma mensagem para o Kleber o email é esse: Liderança do PSDB na câmara: kleber.lage@camara.gov.br


Publicado originalmente no blog Os amigos do Presidente Lula

Programa do PT dia 19 de Agosto